Hoje aos quatro anos de idade a banda Guaypeka é conhecida por tocar um forró diferente, um forró bem “reggado”. Isso mesmo, xote com reggae, baião com sambarock e frevo com maracatu. Sim, tudo isso misturado e ainda acrescido do suingue e carisma de Beto Ferrugem na zabumba e percussão, no empreendedorismo e simpatia de Galego Sabino no triângulo e percussão, a voz e poesia de Estácio Neto no violão, guitarra e arranjos.

   Acordes simples e melodias suaves somados à batida do triângulo e ao balanço da zabumba não deixam ninguém ficar parado. Um som para as pessoas dançarem a dois. Isto mesmo, dançar agarradinho. E por ter este estilo diferente, não sendo um trio de forró pé de serra e nem uma banda de reggae, a banda conquista cada vez mais as pessoas que a conhecem.

   Hoje nos shows o público canta junto as músicas, que trazem letras que falam de esperança por um mundo melhor, mais justo, com mais amor para todos sem distinção de cor, raça e religião. A favor da paz e na busca de

Galego, Neto e Beto     
soluções, acreditando sempre que a música pode mudar as pessoas, torná-las melhores, mais tolerantes, pacientes e felizes.

   A Banda tem como objetivo fazer com que o público que vai ao show volte para casa melhor. A música da Guaypeka faz dançar e cantar.

   Até quem diz não saber dançar se arrisca nuns passinhos. A banda toca bastante xote, ritmo marcado, dois pra lá dois pra cá e a batida é parecida com a do reggae, fácil de aprender (quem não sabe dançar um reggae?). Tudo bem que o baião e samba são mais difíceis de se dançar, mas a moçada que gosta manda bala e várias pessoas que não gostavam de forró, agora não perdem um.
 
   A banda Guaypeka sofreu algumas mudanças tanto no estilo quanto na formação. Nasceu com a proposta de fazer um som acústico: violão, baixo e três percussões. Ainda não haviam incorporado a zabumba que na primeira formação era substituída pela marcação da timba feita por Mr Emús. Pandeiro, triângulo, berimbau ficavam a cargo de Gerry da Costa e as congas e barulhinhos com Beto Ferrugem. No repertório, clássicos da MPB e a primeira música da banda “Agarradinho”, um xote. Sempre que tocavam, um samba ou um reggae as pessoas dançavam junto e isso influenciou desde a escolha do repertório, como as próprias composições. Formada na praia da Armação, sul da ilha, sul do Brasil.

   É o Brasil com sotaque mane, com sabor de mar. Uma música feita com a alma e o coração, ao balanço das ondas, de pé na areia, sem pretensão.

   Na primeira formação Galego não tocava , apenas fechava os shows e a banda era formada por Estácio Neto na voz e violão, Beto Ferrugem na percussão e backing vocal e ainda contavam com Gerry da Costa e Mr. Emus (dois grandes feras da percussão) e o groove do baixista Fabio Cappellano. Mr Emus sai logo nos primeiros meses por incompatibilidade de idéias, entra Kiko para tocar pandeiro e triângulo mas sai logo em seguida por divergências musicais.Nesta mesma época introduziram a zabumba. Entra Berê que após alguns meses anuncia sua partida para a Califórnia. Nesse meio tempo Gerry comunica seu retorno ao Dazaranha e indica o irmão TD para a bateria (até então não tinha bateria). Berê viaja e Gigio entra no seu lugar. Num ensaio Gigio não aparece e Galego assume os triângulos, tudo isso em menos de um ano, é mole?

   Durante dois anos o time foi Estácio Neto, violão e voz, Fábio Cappellano, contra-baixo, Galego, triangulo e percussão, Beto Ferrugem, percussão e TD na bateria até a saída de TD e logo na seqüência de Fabinho. Entram respectivamente Raffa e Tito Brito. Pouco menos de um ano depois a inesperada saída do baterista Raffa. Todos na vida temos sonhos e para realizarmos temos que de uma forma ou de outra encontrarmos o caminho para se chegar lá, mesmo que para isso tenhamos que abrir mão de outros.
 

       Banda no show!
   Volta o Gigio que antes tocava triângulo e pandeiro para fazer pandeiro e bateria. Após todas essas mudanças ficou decidido que a Guaypeka é Estácio Neto, Beto Ferrugem e Galego Sabino. Tito Brito e Gigio são os músicos que os acompanham em eventos maiores já que em muitas casas apresentam-se apenas em trio. É a Guaypeka voltando às raízes sem perder o peso.

   Agora em nova fase, se encontra em um período de muito trabalho para que o lançamento do CD chamado “No Paraíso - se não, perto” aconteça ainda neste semestre.

   Nestes longos quatro anos a banda já tem inúmeras histórias para contar, muitos amigos e fãs que os fazem acreditar que a sua música de alguma forma os faz melhores e mais felizes. Atingindo assim os objetivos da banda que são: levar boa música para as pessoas, fazer com que elas se divirtam, curtam o show, a festa, a noite, a manhã, a tarde, o dia e a vida.


Por:
Estácio Neto
 
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